Fabricante afirma que Fla era responsável pela segurança de contêineres

Paulo Chagas

, Flamengo

A empresa responsável pelo contêiner que pegou fogo no Ninho do Urubu, na última sexta-feira (08), se posicionou sobre o caso. Em entrevista ao Globoesporte.com, a NHJ do Brasil explicou os detalhes técnicos da composição metálica. Além disso, a fabricante descreveu as responsabilidades tanto da companhia, quanto do Flamengo, no incêndio que matou 10 garotos das categorias de base do clube.

De acordo com a NHJ do Brasil, o Flamengo alugou nove módulos habitáveis junto à companhia. Mesmo que as estruturas pertencessem à empresa, o Rubro-Negro tinha a responsabilidade de contratar os seguros pras instalações. Além disso, o clube também era responsável pela instalação de artigos eletrônicos, como televisões e ares-condicionados. A prevenção de incêndios também era de responsabilidade do Flamengo. No site da NHJ, a empresa descreve, com mais detalhes, como são os módulos habitáveis.

“São estruturas pré-fabricadas, adaptáveis a uma variedade de situações. Rápidos de instalar, utilizando-se os princípios modulares e de escalabilidade, podem responder de forma ágil a todo pedido de soluções de espaço para acomodações temporárias ou definitivas.

Os módulos podem ser utilizados com eficiência na extensão de escolas, ambulatórios, hospitais, escritórios, laboratórios, dentre outros projetos temporários ou definitivos. São comprovadamente mais eficientes do que a construção convencional, tendo uma boa velocidade no processo construtivo, preços favoráveis, habilidade para o desenvolvimento de projetos, a baixa quantidade de resíduos de obra tendo uma obra bem mais limpa e sustentável”, informou a NHJ do Brasil.

Incêndio no Ninho do Urubu

Contêiner pegou fogo, matando 10 pessoas, na última sexta-feira (08), no Ninho do Urubu (Foto: Reprodução | Twitter)

Fabricante é responsável pela UPA

A NHJ fabrica módulos habitáveis para diversas empresas no país. A empresa presta serviços para Petrobras, para universidades públicas e privadas e prefeituras ao redor do Brasil. A companhia também foi responsável pela construção dos módulos utilizados nas estruturas das UPAs 24h. As Unidades de Pronto-Atendimento estão em atividade no Rio de Janeiro desde 2007.

O módulo em que estavam os garotos da base do Flamengo tinha cinco quartos. Os cômodos contavam com três beliches cada, podendo abrigar, no máximo, seis pessoas por dormitório e um banheiro. Entretanto, a instalação tinha apenas uma saída.

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