Júnior Baiano lamenta tragédia no CT do Flamengo: “Quando eu começo a falar, dá vontade de chorar”

Revelado nas categorias de base do Flamengo, Júnior Baiano concedeu entrevista ao canal SporTV na tarde desta sexta-feira. O ex-zagueiro lamentou a tragédia no Ninho do Urubu, no alojamento das categorias de base, onde aconteceu um incêndio na parte da manhã, vitimando seis atletas, quatro funcionários e deixando três feridos, um em estado grave.

“Eu acordei com mensagens. Logo que eu vi, já fui olhar nos sites e vi as notícias. Fiquei triste, porque veio logo na cabeça a lembrança do meu filho, que fez base no Flamengo e frequentava muito o Ninho do Urubu. Fiquei triste, estou muito triste ainda. Já falei com várias pessoas aqui. Na verdade estou falando sobre isso há muito tempo aqui. Hoje, o dia todo. Uma notícia que pega todo mundo de surpresa. Uma notícia triste, ainda mais sabendo desses jovens que saem de longe, como eu saí de casa também muito cedo e fiquei nas concentrações do Flamengo, na Praça Seca e depois em Botafogo, no Morro da Viúva. Quando eu começo a falar, dá vontade de chorar, porque é difícil para os familiares. E eu fico imaginando esses moleques, com sonhos de chegar ao profissional do Flamengo, de ir para a Europa, de conquistar muitas coisas e ser interrompido assim, de uma maneira brutal. Ainda mais em um incêndio, que não dá chance da pessoa fazer nada. Então, eu estou muito triste e só peço a Deus que de força para os familiares e que receba de braços abertos esses moleques lá no céu, e que Jesus Cristo possa guardá-los bem com ele”, declarou.

Lembranças

Júnior Baiano em ação pelo Flamengo

Júnior Baiano foi revelado pelo Flamengo em 1990 (Foto: Divulgação | Flamengo)

Júnior Baiano recordou sua época nas categorias de base do Flamengo. O ex-jogador lembrou dos amigos, que dividia quarto com o ex-atacante Paulo Nunes e frequentava a casa do ex-meia Djalminha em dias de folga.

“É difícil ficar falando, porque eu lembro dos meus amigos, que eu convivi na base. Paulo Nunes, que a gente viveu junto na concentração. Eu ia muito para a casa do Djalma. O Djalma era o nosso suporte, porque quando tinha alguma folga, a gente ia para a casa dele. Quantos jogadores ficavam na casa do Djalminha. Então, veio na cabeça muitas coisas do passado, de lembranças. E já pensou se acontece isso com a gente naquela época? Como seria? Eu ainda estou meio aéreo. Eu só fico aqui vendo as notícias e orando para que o Flamengo possa dar apoio a todos os familiares, estar perto de todas essas famílias, porque eu sei que vai ser difícil, vai ser parada dura agora”, encerrou.

Ex-meia, com filho na base do Flamengo, fala sobre tragédia no CT