Famílias buscam notícias de vítimas de incêndio

Paulo Chagas

, Flamengo

Famílias, amigos e sobreviventes seguem buscando respostas sobre o grave incêndio que atingiu o centro de treinamento Ninho do Urubu, na manhã desta sexta-feira (08). De acordo com o Corpo de Bombeiros, 10 pessoas morreram e três ficaram feridas no acidente. Pai de um dos sobreviventes, Washington Barbosa afirmou que o filho, Samuel, está emocionalmente abalado.

Nascidos no Piauí, Washington e Samuel estão no Rio de Janeiro há um ano. O pai afirmou que o filho de 16 anos conseguiu escapar assim que viu os primeiros sinais de fogo e que ainda ajudou um dos jovens internados: “Ele conseguiu escapar e chamou um amigo, conhecido como Bolívar, que está no hospital. Ele contou que viu a fumaça e conseguiu sair correndo”, disse Washington.

Amigo da família de uma das vítimas, o autônomo Edinaldo Gama está no Ninho do Urubu desde o início do dia, buscando notícias sobre o garoto de 17 anos, que treina nas categorias de base do Flamengo: “Ele é de Santa Catarina. A gente não tem informações dele”, disse Edinaldo.

Jovens se salvam de tragédia

O incêndio começou no início da manhã desta sexta-feira (08). De acordo com testemunhas, tudo começou após um ar-condicionado pegar fogo no quarto de um dos jovens. Como não haveria treino hoje, muitos jovens sequer foram para os alojamentos. Dentre eles, João Pedro, de 16 anos.

João Pedro afirmou que, assim que soube que não teria treinamento, foi para casa de amigos na Barra da Tijuca: “Eu não estava no local. Estava pelo clube treinando. Fiquei sabendo que não ia ter treino hoje. Aí, eu vim para a casa do meu amigo que mora na Barra da Tijuca. E esses três amigos estavam pedindo para eu ficar, dormir lá. Eu praticamente, nesta semana, não dormi lá no alojamento”, revelou João Pedro

Quem também não foi ao alojamento foi o zagueiro Diego, de 15 anos. Ainda assim, a mãe dele, Adelísia Damasceno da Silva foi até o Ninho do Urubu prestar solidariedade às famílias das vítimas: “Eu estou prestando solidariedade às mães que estão longe daqui. Meu filho poderia ser uma das vítimas se a nossa família não tivesse decidido vir para cá”, disse Adelísia.

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