Solução? Cícero e a camisa 10 do Botafogo

Cícero chegou como solução para o limitado time do Botafogo. O desespero em sua contratação mostra a falta de criatividade no mercado de transferências. Ele chega para vestir a camisa alvinegra em meio a uma avalanche de criticas à diretoria. Afinal de contas, o torcedor desejava a contratação de Camilo, do Internacional.

Cícero vai obrigar Zé Ricardo a repensar a forma de jogar do Botafogo. O treinador gosta de times compactos, marcação forte, leve e veloz do meio para frente. Cícero é pesado, lento e preguiçoso. Com a bola nos pés, é bom jogador. Tem categoria, protege a bola com sabedoria, é bom de passe e finalização, uma excelente opção na jogada aérea, além de conhecer os “atalhos do campo.”

Cícero, no entanto, é a negação do futebol dinâmico com que sonha o treinador para esta temporada. Aliás, como um dirigente pode considerar Cícero como candidato à camisa 10 do Botafogo?

E vou além…

Cícero em ação pelo Grêmio

Cícero foi o 12º jogador do Grêmio na conquista da Copa Libertadores da América (Foto: Divulgação | Grêmio)

Cícero, com essa história de ser pau para toda a obra, acabou confundindo todo mundo, inclusive ele próprio. Ser polivalente, não quer dizer que seja eficiente em todas as funções do campo. Ele funciona bem atrás do camisa 9. É mais meia que centroavante.

No Grêmio, era melhor quando tinha um “novezão” à sua frente. No Botafogo, pode render mais se jogar na faixa atrás de Luis Fernando, Kieza e Erik. É justamente por onde foram testados Alex Santana, Gustavo Ferrareis e João Paulo. Eles, entretanto, não terão espaço neste novo Botafogo. Aliás, não há tempo para perder, e isso ficou claro na vergonhosa campanha na Taça Guanabara.

Cícero tem tudo para exercitar toda sua visão de jogo, pensando e escolhendo, dentre as opções em campo, o melhor jogador para seus passes preciosos. Ele gosta de passar a bola em profundidade, fazendo o time avançar a partir de seus toques, mas precisa sair da zona de conforto se quiser fazer jus ao status de grande contratação do Botafogo.

CURTINHAS:

SEMPRE CORNETEI: Tempestade, quarta à noite e Kieza: Para quem foi ao Estádio Nilton Santos ver a estreia na Copa Sul-Americana, as definições de “Sou Botafogo” foram atualizadas.

XERIFE: Joel Carli fez outra boa partida pelo Botafogo. Ele jogou de forma simples e segura contra o Defensa y Justicia. Sua presença em campo é um diferencial gigante para o time. Além disso, o argentino vem demonstrando uma personalidade absurda ao liderar o fraco Botafogo.

BASE FORTE: Jonathan dá a esperança de que virão dias melhores para o Botafogo. Ele tem todos os requisitos para um bom lateral: habilidade, velocidade, rápida recomposição defensiva, marcação, pensamento rápido e personalidade em campo. Ele joga como se fosse profissional há anos. Finalmente, o Botafogo conseguiu um bom jogador para a posição!

REFLEXÃO: Estou impressionado com a falta de vontade de Leandro Carvalho no Botafogo. Em todos os jogos neste início de temporada, não fez um mínimo de esforço para conquista a titularidade. Ele recebeu um aumento e teve o contrato renovado, mas dá sinais de que não está satisfeito no clube. Ate quando?

JÁ FOI TARDE! Após polêmica e protesto nas redes sociais, o Botafogo oficializou a saída de Márcio Padilha. Ele foi exonerado do cargo ao afirmar no Twitter que a “torcida abandonou o clube.”

Cadê o camisa 10 do Botafogo?