Técnico comemora vitória sobre o Botafogo na Justiça

Gustavo Cunha

, Botafogo

Em evento realizado na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) nesta quinta-feira (20), o presidente do Botafogo, Nelson Mufarrej, falou sobre decisão da juíza substituta da 14ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ), que determinou a penhora de R$ 6,4 milhões da venda de Matheus Fernandes, por conta de um processo trabalhista movido por Oswaldo de Oliveira, que comandou o Alvinegro Carioca de dezembro de 2011 a dezembro de 2013. O dirigente declarou que o dinheiro seria usado para pagar o salário de outubro aos funcionários e afirmou que o clube tentará a anulação da penhora.

“Nos próximos dias, temos que tentar tirar uma decisão da juíza que penhorou o nosso dinheiro. Isto foi um absurdo, na minha opinião. Inadmissível. Fez com que retardássemos o pagamento dos funcionários referente ao mês de novembro, o que nos trouxe um constrangimento muito grande. Não temos alternativa para este pagamento. O Botafogo, hoje, tem problema de caixa e isso faz falta. Se tivéssemos, não transformaríamos nossos ativos em venda”, disse.

Matheus Fernandes foi apresentado oficialmente pelo Palmeiras na última quarta-feira (19). O Alviverde pagou cerca de R$ 15 milhões ao Botafogo por 75% dos direitos econômicos do volante.

Oswaldo de Oliveira

Ontem (19), algum tempo após a decisão da juíza, por meio de uma nota, Oswaldo de Oliveira comentou a decisão.

“Recebi com extrema felicidade a decisão de excelentíssima juíza (…) que na prática, de forma acertada, garante a futura efetividade daquilo que me foi deferido em ação trabalhista movida contra o Botafogo (…) Tenho enorme apreço pela instituição Botafogo de Futebol e Regatas, que, em nenhum momento quis ou quero prejudicar. Contudo, não tendo recebido aquilo que foi acertado pelo trabalho executado, a mim não coube alternativa senão lutar – e seguirei lutando até o final – para que os meus direitos sejam respeitados”, escreveu.