Filho do Vento revela torcida por Vasco diante do Palmeiras

Vasco e Palmeiras se enfrentam neste domingo (25) em São Januário com propósitos diferentes no Campeonato Brasileiro. O Cruzmaltino deseja a permanência na primeira divisão. Já o Verdão espera conquistar o título. Apesar do momento distinto, os dois clubes possuem muitas coisas em comum. A começar pelas raízes europeias. Um é português, o outro italiano. Além disso diversos jogadores brilharam por ambas as equipes, como é o caso do ex-atacante Euller. O “Filho do Vento” conquistou a Libertadores de 99 e o Rio-São Paulo de 2000 pelo Palmeiras e com a camisa do Vasco, a Copa João Havelange e Mercosul, também em 2000. Com exclusividade ao Esporte 24 Horas, o ídolo palmeirense e vascaíno não ficou em cima do muro e admitiu estar na torcida por uma vitória do Vasco.

“Eu estou torcendo para o Palmeiras ser campeão e para o Vasco não cair. Nesse momento o Vasco precisa mais da vitória, então a gente fica na expectativa para que o Vasco possa sair dessa situação. Eu espero que o time tenha o mesmo sucesso que teve diante do São Paulo. O Palmeiras luta pelo título e pode conquistar mesmo perdendo o jogo, mas não vai entrar em campo pensando dessa forma. Então o Vasco precisa entrar com inteligência para confirmar a sua permanência na Séria A”.

Questionado sobre qual time ocupa o maior espaço no coração, Euller foi habilidoso como nos tempos de jogador, afirmando que Vasco e Palmeiras, mais o Atlético-MG, possuem a mesma parcela em relação ao sentimento. O ex-jogador exaltou inclusive a relação de amizade entre as torcidas dos três clubes.

“Para mim foi um privilégio muito grande jogar nessas duas equipes e ter o carinho de todos os torcedores. Eu digo o seguinte. Coloco o Atlético-MG nessa conversa também. Os três possuem as torcidas aliadas, com o comportamento muito bacana entre os torcedores e diretoria. Eu tive o provilégio de jogar nessas três equipes e ter sido ídolo. Eu só tenho a agradecer a Deus. Quanto a minha torcida, é igual para todos. Tenho um carinho e sou muito grato aos três clubes”.

Sonho de ser treinador

Euller esteve em São Januário em setembro de 2017. (Foto: Divulgação | Vasco)

Atualmente Euller está morando na cidade de Léon, na Espanha. O cotidiano do “Filho do Vento” se divide entre os estudos para ser treinador, enquanto acompanha os filhos, que seguem os caminhos do pai na vida esportiva.

“Meu filho joga na Cultural e Deportiva Leonesa e minha filha faz ginástica rítmica, em intercâmbio de treinamento. Eu estou aproveitando e fazendo curso de treinador da UEFA, mesmo tendo os três níveis do curso da CBF. Entrentato eles não validam o curso aqui. Então tenho que começar do início. Estou no nível 1. É um aprendizado muito grande e é bom para se qualificar. Meu sonho é ser técnico e estou me preparando para isso”.

Euller revelou que o curso termina em julho do ano que vem e vê com bons olhos trabalhar um dia no Vasco.

“Meu curso termina em julho e partir desse mês vou estar a disposição, querendo trabalhar. Se tiver uma proposta é claro que vou analisar. Sempre estarei aberto, principalmente no Vasco, que um clube que eu gosto muito e com pessoas maravilhosas que hoje estão por lá”.

No Vasco Euller formou dupla de ataque com o baixinho Romário, que em diversas oportunidades o apontou como o melhor companheiro que teve na carreira. Apesar de grande admiração por parte dos vascaínos, Euller afirmou que nunca recebeu proposta para voltar ao clube. O ex-jogador descartou um jogo de despedida, mas deu a ideia de um jogo festivo relembrando o time de 2000.

“Eu não tive nenhuma proposta para voltar ao Vasco após 2002 e não vejo uma necessidade de jogo de despedida. Talvez um jogo de comemoração pelo título Brasileiro e da Mercosul. Isso sim seria legal de estar sendo lembrando”.

Sem mágoa com Felipão sobre Copa de 2002

Euller comemorando o título da Libertadores de 99 no antigo Parque Antártica. (Foto: Divulgação | Palmeiras)

O Palmeiras atual tem algo em comum com o Euller, que é o técnico Luiz Felipe Scolari. O treinador comandou o “Filho do Vento” na conquista da Libertadores de 99. No entanto, apesar da proximidade, Felipão deixou Euller de fora da Copa do Mundo de 2002. Na época, o ex-atacante chegou a fazer exames médicos e até tirou a medida do terno. Euller afirmou que ficou chateado com a situação, porém sem mágoa.

“Não tenho mágoa por não ter ido a Copa, pelo contrário. Tenho amizade com o Felipão. Lógico que eu fiquei triste, chateado, mas não fiquei magoado. Estive com o Felipão, fiz um estágio com ele no Palmeiras, mas nunca tocamos no assunto da convocação. Tenho ele como um dos treinadores que vou me inspirar na minha formação”.

Euller comemora o sucesso do antigo comandante e ainda o defende em relação ao 7 a 1 aplicado pela Alemanha na Copa de 2014.

“O 7 a 1 que tomamos da Alemanha não foi apenas dentro das quatro linhas. Hoje analisamos e descobrimos que aquele 7 a 1 aconteceu por conta de problemas políticos e sociais do nosso país. A competência do Felipão é enorme. Por onde ele passou, foi campeão e prova isso mais uma vez hoje em dia. Mas enquanto nós pensarmos na derrota apenas dentro do campo, vamos continuar perdendo de 7 a 1”.

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