Ídolo do Ceará lamenta passagem pelo Fluminense

Sérgio Alves escreveu o seu nome na história do futebol cearense. Cria do Central de Caruaru, o atacante se tornou ídolo no ABC-RN, no Bahia e no Ceará. Mas foi no Vozão que Sérgio fez história. Terceiro maior artilheiro da história da equipe, com 141 gols, Sérgio Alves foi tetracampeão cearense e ainda levou o Vozão à decisão da Copa do Brasil de 1994. Com este histórico, Sérgio Alves chegou ao Fluminense para ajudar a equipe a voltar para a primeira divisão do futebol brasileiro, em 1998.

Mas as coisas não foram tão boas quanto esperava. Sérgio Alves, que tinha sido emprestado pelo Sion-SUI ao ABC, foi negociado com o Fluminense para ser o homem-gol da equipe tricolor na Série B. Em entrevista exclusiva ao Esporte 24 horas, o ex-atacante afirma que não queria ter sido vendido e que os problemas estruturais complicaram e muito a vida dele no Rio de Janeiro

Arturzinho na Sede do Fluminense

Técnico do Fluminense em 1998, Arturzinho foi o responsável pela indicação de Sérgio Alves ao clube (Foto: Divulgação | Fluminense)

“O Fluminense, quando eu estava lá, não estava em boas condições, no geral. Não só financeiramente. Eu não tinha pretensões de atuar pelo Fluminense, em 1998, mas o passe não pertencia a mim. Aí, o Arturzinho, que era treinador do América-RN (maior rival do ABC), indicou meu nome para o Fluminense. Foi o pior momento da história do clube. A gente morava em hotel e estava sempre sendo ameaçado de despejo. As vezes, chegávamos para jantar e o hotel não queria liberar a alimentação nossa por falta de pagamento”, disse Sérgio Alves.

Os problemas no Fluminense se agravaram ainda mais com o rebaixamento da equipe para a terceira divisão do futebol brasileiro. Além disso, o Tricolor não pagou o valor dos direitos federativos de Sérgio Alves ao Sion-SUI. Com isso, Sérgio Alves foi até a CBF pedir a rescisão de contrato. Após o imbróglio, o ex-atacante recebeu passe livre e voltou para o ABC, em 1999.

Sérgio Alves admite torcida pelo Ceará

(Foto: Reprodução | Grêmio)

Em 1994, Sérgio Alves era a esperança de gol do Ceará na decisão da Copa do Brasil, contra o Grêmio (Foto: Reprodução | Grêmio)

Se a passagem pelo Fluminense está longe de ser das melhores, no Ceará, Sérgio Alves é rei. Terceiro maior artilheiro do Vozão, com 141 gols, o ex-atacante escreveu o nome dele na história da equipe cearense. Além disso, foi tetracampeão cearense e levou a equipe a disputar uma competição sul-americana pela primeira vez na história. Com o vice-campeonato da Copa do Brasil de 1994, o Ceará se garantiu na antiga Copa Conmebol. Com o histórico que tem, Sérgio Alves não esconde a torcida pelo Vozão, contra o Fluminense, na próxima segunda-feira (19).

“Não resta dúvida de que vou torcer para o Ceará. Até porque é um clube que eu tenho mais identificação. Além disso, foi onde eu mais joguei e mais conquistei títulos. É um clube que eu amo e que eu quero ver bem sempre. Se o Ceará estiver bem, eu estarei bem. Se estiver mal, eu estarei mal. O Ceará tem feito boas partidas fora de casa, conseguindo resultados positivos. Eu acredito que a equipe consiga um resultado satisfatório contra o Fluminense e consiga fugir da zona de rebaixamento”, disse Sérgio Alves.

Ídolo espera manutenção de Ceará e Fluminense na elite

(Foto: Lucas Merçon | Fluminense)

No primeiro turno, o Ceará venceu o Fluminense, por 1 a 0, no Estádio Presidente Vargas (Foto: Lucas Merçon | Fluminense)

Apesar de admitir a torcida pelo Ceará, contra o Fluminense, Sérgio Alves acredita que as duas equipes possam se safar do rebaixamento. Atualmente fora do Z4, tanto Tricolor quanto Vozão ainda correm risco de queda. A equipe alvinegra está em 14º lugar, com 38 pontos, um acima da zona de rebaixamento. Já o Fluminense está em 10º, com três pontos de distância do Vozão.

“O Ceará não está em uma colocação confortável, mas está reagindo, muito mais do que o Fluminense. Apesar de quê os dois ainda se enfrentam no Rio. Um jogo muito difícil, porque o Fluminense também não está numa posição muito confortável no campeonato. Mas o Ceará vem fazendo boas partidas. Não só dentro de casa, como fora. E hoje, o Ceará é uma equipe bem montada pelo Lisca. Além disso, vem vendendo cara as suas derrotas. Mas eu creio que as duas equipes vão se salvar”, comentou Sérgio Alves.

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